sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Preços da Habitação caem 6% no quarto trimestre de 2008

A habitação não pára de desvalorizar. De acordo com o inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, publicado pelo Instituto Nacional de Estatistica (INE), o valor médio de cada metro quadrado foi de 1152 euros no quarto trimestre, o que representa uma perda de 0,6% face ao periodo de Julho/Setembro e um corte de 6% relativamente ao trimestre homólogo.
O recuo não é, contudo, uniforme. De acordo com o boletim, o centro do país é a região mais penalizada pelo mau momento do mercado imobiliário, com uma desvalorização acumulada de cerca de 9,6% face ao quarto trimestre de 2007. As contas são simples de fazer: uma habitação que em 2007 custava 150 mil euros, por exemplo, valia, no final do ano passado, menos 14.400 euros.
O resto do país segue a tendência, embora de forma menos pronunciada. A região turistica - o Algarve - também entra em 2009 com más memórias do ano anterior, a acumular uma variação homóloga negativa de 8%. Alentejo, Norte e Lisboa e Vale do Tejo conseguiram registar valores mais positivos mas, ainda assim, não evitaram a entrada no vermelho: -0,6%, igual à média registada no Continente.
Os números do quarto trimestre apenas repetem o passado recente. De facto, desde 2006 que as avaliações bancárias não param de cair. Desde essa altura, o preço médio por metro quadrado já recuou mais de 7,8%, com os apartamentos a sentirem de forma particularmente dura a quebra do sector.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Conselhos para vender a sua casa...

Nunca deixe à vista vestígios de humidade, pois é um dos motivos para afastar eventuais interessados. Por essa razão, recomenda-se que lave ou pinte as paredes, assim como se houver necessidade de arranjar alguma cano é preferível arranjá-lo antes de a pôr à venda. Mais vale esperar um pouco do que fazer um mau negócio. Ter a casa limpa e em ordem é algo que atrai os compradores e permite que a casa seja vendida mais rapidamente. Durante a venda da casa a mesma deverá ser mostrada sempre bem arrumada e limpa, em especial casas de banho e cozinha.

Como comprar casa voltou a ser bom negócio!

Com a baixa no preço e da Euribor, há boas oportunidades para comprar casa.

Com o preço das casas a descer e as taxas de juro em queda, será 2009 uma boa altura para comprar casa? Os especialistas não têm dúvidas e são unânimes: "nunca esteve tão bom do ponto de vista do comprador", adiantou Jorge Garcia, responsável de comunicação da ERA Portugal. "Há oportunidade para se fazerem bons negócios e quem tem capital e quer comprar deve fazê-lo", acrescentou Manuel Alvarez, presidente da Remax Portugal.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O mito da exclusividade - uma visão RE/MAX

O “mito” da exclusividade

A primeira coisa que um proprietário faz quando pensa em vender a sua casa é tentar vender por si mesmo. É normal e recorrente uma vez que o mercado ainda não reconhece nos serviços das agências mediadoras um valor acrescentado tal que justifique as elevadas comissões, em valores absolutos, por elas cobradas. Á sua disposição têm meios de promoção como:

- a placa “vende-se” no imóvel;

- os portais imobiliários na internet (casa.sapo.pt, bpiimobiliario.pt...)- os jornais (correio da manhã, o ocasião...)

- o passa a palavra a amigos e conhecidosNesta primeira fase de venda directa, o cliente ainda tem a esperança de realizar um “sonho” financeiro com a venda do imóvel por isso vai pedir um preço desalinhado com os valores de mercado. Como ainda não tem pressa / motivação (razão pela qual quer vender) estará na disposição de esperar.

À medida que o tempo vai passando, e em função da evolução da motivação de venda podem passar semanas ou meses, como não consegue vender directamente sente necessidade de recorrer a agências mediadoras e, ou, baixar o preço de venda.

Neste processo de venda directa, os contactos dos proprietários estão disponíveis no mercado pelo que naturalmente serão contactados por dezenas de agentes imobiliários. Dos contactos recebidos haverá uma distribuição de 30 agentes imobiliários por cada comprador...o que levará o proprietário a perceber que esses canais de promoção do seu imóvel não são muito eficazes.

De facto os clientes compradores do séc. XXI utilizam os seguintes canais de procura do seu imóvel de sonho:

- Internet: quer os portais imobiliários, quer os sites das agências mais conhecidas e com mais imóveis à escolha. Nos portais imobiliários a opção de escolha é tão vasta que dificilmente um imóvel em particular se destaca pelo que os compradores mais facilmente buscam nos sites das agências.

- Agências mediadoras: dirigem-se a uma agência, vêem as casas em promoção, se encontrarem nessa agência a “sua casa de sonho” então compram caso contrário vão entrar na próxima agência e assim sucessivamente até encontrarem.

- Zona: se o comprador tem uma zona preferencial então dirigir-se-á a essa zona e ligará para os contactos de agências ou particulares das casas em venda. Como o esforço é grande e a eficácia diminuta uma vez que vão ligar para descobrir que a casa não corresponde à tipologia ou categoria de preço desejada os compradores tendencialmente vão procurar as agências mediadoras.

É nesta altura que os proprietários tomarão contacto com as condições de angariação das agências mediadoras: Angariação a uma comissão de 3%, aceitando o preço de venda pedido pelo cliente acrescido da respectiva comissão e num regime de não exclusividade.
O proprietário quando decide recorrer às agências mediadoras tem os seguintes conceitos em mente:

- aumentar as probabilidades de vender o recorrendo aos canais de promoção das agências mediadoras sem perder a oportunidade de vender directamente através dos canais anteriormente descritos.

- como as agências aceitam promover o seu imóvel pelo preço por ele pedido, o proprietário está tranquilo pois paga a comissão à agência que conseguir arranjar um comprador mas não é prejudicado no resultado líquido da venda para o seu bolso.

- espera que as agências mediadoras se esforcem, investindo tempo e dinheiro na promoção do seu imóvel, no acompanhamento da venda e nos serviços administrativos de apoio à operação.- não se interessam sobre qual das agências vai arranjar o comprador desde que ele apareça.

Quando o proprietário recorre então às agências imobiliárias assina com cada uma delas um contrato de mediação imobiliária em regime de não exclusividade. A não exclusividade permite que todas as agências trabalhem ao mesmo tempo investindo cada uma os seus recursos de tempo e dinheiro mas apenas uma sairá vencedora, ou nenhuma delas se for o proprietário a vender directamente.

Na perspectiva de cada uma das agências, não há garantia que esse esforço de tempo e dinheiro seja recuperado com a venda o que as leva a tendencialmente investir o mínimo possível.

Ora, se cada agência não tem, de facto, uma garantia de que vai vender todo e qualquer imóvel que tem em promoção, para que a sua actividade seja lucrativa vai ter que ter, necessariamente muitos imóveis em promoção. Se tiver muitos imóveis em promoção poderá garantir um negócio se o cliente comprador que se dirigir à agência encontrar no seu leque de imóveis em promoção aquele que é “o seu sonho”, já que se se não encontrar numa agência vai à procura noutra e depois noutra e repete o processo até encontrar.

É aqui, na necessidade que as agências têm de ter muitos imóveis em promoção que entra aquilo que é um erro comercial ou estratégico. Para terem muita opção de escolha não podem ser selectivos e angariam “a qualquer preço”, isto é, ao preço pedido pelos proprietários acrescido das respectivas comissões, o que, na maioria dos casos, está desalinhado com os valores de mercado e dessa forma impede a venda rápida.

Regra geral o rácio de sucesso nas agências que trabalham em regime de não exclusividade é de 10 imóveis em venda para cada 1 vendido!

Naturalmente que, se existem muitas agências no mercado é porque vendem. Vendem é certo porque a motivação e pressa dos proprietários evolui e os leva a tomar a decisão de baixar o preço. Quando baixam o preço até aos níveis de expectativa dos compradores o imóvel vende-se.

Por isso, as agências que trabalham desta forma estão interessadas na concretização do negócio dando mais importância aos compradores. Se não vender todas as casas aos proprietários com os quais se comprometeram não faz mal desde que vendam o suficiente para satisfazer as suas motivações financeiras...

A filsofia de base da RE/MAX é a de genuinamente ajudar o cliente proprietário a vender a sua casa ao melhor preço para ele e o mais rapidamente possível. A principal razão pela qual a RE/MAX trabalha com o regime de exclusividade é exactamente porque essa é a melhor forma de garantir por um lado uma boa promoção do imóvel e por outro um fluxo exponencialmente maior de clientes compradores em virtude da partilha de negócios em rede.Se ter a casa à em venda em 5 agências mediadoras é melhor que ter numa só, então ter em 250 agências é muito melhor. Se o objectivo é ter mais hipóteses de vender a casa então a RE/MAX é a melhor opção.O agente que assume o compromisso exclusivo com o proprietário sabe que, quando vender o imóvel, independentemente de qual o agente que arranja o comprador, vai receber pelo menos metade da sua comissão. Por isso investe tempo e dinheiro, antes da venda, na preparação:

- Análise de Mercado para recomendar um preço competitivo;

- Plano de promoção específico para levar o imóvel ao mercado de compradores alvo;

- Verifica a legalidade e conformidade da documentação do imóvel;

- Identifica os obstáculos legais e prepara a melhor estratégia de venda.

O agente tem um incentivo, ou uma motivação, adicional para fazer tudo o que está ao seu alcance para vender pois, sendo o seu salário puramente variável, se não vender não ganha nada. Pior, se não vender ganha um cliente insatisfeito.

O agente RE/MAX, trabalhando em exclusivo, consegue garantir que tem tempo para fazer um bom acompanhamento ao cliente fazendo relatórios escritos mensais de actividade e resultados comerciais. Presta contas e age se não vende rapidamente.

O agente RE/MAX tem em carteira, em velocidade de cruzeiro entre 15 a 25 angariações em rotação. Sempre a entrar e a sair. Um agente em não exclusivo tem em velocidade de cruzeiro entre 150 e 200 angarições ao mesmo tempo...

A RE/MAX é a única companhia imobiliária em Portugal que trabalha 100% em regime de exclusividade. Os 40.000 imóveis que tem em venda estão todos angariados nesse regime. A RE/MAX vende 2 em cada 3 imóveis angariados contra 1 para 10 da concorrência.

Com 250 postos de atendimento ao público espalhados por todo o território nacional, com 4.000 agentes pró-activos no mercado em busca de clientes, com uma das 30 marcas mais reconhecidas pelos portugueses e com o site na internet do sector mais visitado pelos portugueses, a RE/MAX consegue atrair um fluxo de clientes extraordinário. Como trabalha em exclusivo e sendo esse facto conhecido no mercado o cliente comprador sabe que as casa em venda na RE/MAX não as encontrará em mais lado nenhum.

Cerca de 50% de todos os negócios feitos na RE/MAX são partilhas, em que um agente representa um cliente proprietário na venda do seu imóvel e um outro representa o cliente comprador. A razão pela qual a exclusividade é um “mito” no mercado tem exactamente origem no facto de muitas pequenas agências mediadoras ao longo dos últimos 15 anos terem feito exclusivos sem se terem preocupado com dois elementos fundamentais para garantir a venda:

- a fluxo de compradores que uma rede de grandes dimensões e uma marca reconhecida no mercado consegue e;

- uma associação a um preço competitivo no mercado.

Explica-me o SubPrime como se eu fosse muito, muito burro!!!


Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhões de dólares.

Aí, um banco perguntou ao Paul se ele não queria um dinheirinho emprestado, algo como 800.000 dólares, dando o seu apartamento como garantia.

Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou nos 800.000 dólares.Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que os imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares.

Com a diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, endividou-se: comprou um desportivo alemão, deu um carro (japonês) para cada filho, e com o resto do dinheiro comprou um plasma de 63 polegadas, 43 notebooks e 1634 cuecas. Tudo financiado a crédito.

A esposa de Paul, sentindo-se rica, "casou-se" com o cartão de crédito.Em agosto de 2007 começam a correr boatos que os preços dos imóveis estavam a cair. As casas que o Paul tinha dado entrada, e que estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez...Só bastava refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil.

Só que uns quantos tiveram a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram variáveis) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma idéia que o Paul. Nunca houvera tantas casas para venda.

Paul foi aguentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as prestações das 3 casas que comprou, assim como milhões de compatriotas, para vender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, do plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande prestação. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago e pedia. Paul fez o impensável. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa em que morava, e das 3 casas que ele havia comprado como investimento certo. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul...que giro!!!

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram o acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul entrou em banca-rota. Ele e sua família pararam de consumir...normal!!!Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis que os bancos sugeriram. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de custo. Com a falta de liquidez dos milhões de Pauls esses títulos começaram a valer NADA.

Biliões e biliões em títulos passaram a zero, e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel... Preço que caiu. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares, e de repente passou a valer 300.000 dólares, e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura e dura. A falta de liquidez dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A Happy Hour do crédito fácil um dia acabou.

Sem Pauls a pagar, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. Giro não é?O medo de perder o emprego fez a economia abrandar.

Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injectar biliões de dólares no mercado, providenciando liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas acções levam meses para surtir efeitos práticos. Essas acções foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão técnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que no mês passado o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, pensionistas à pressa para tirar as suas economias dos bancos, em resumo, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu falido.

No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não abrisse falência. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por acção. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana há mais especulação sobre mais falências. Desta vez seria o Lehman Brothers, um "banquinho". O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira.

O que começou com o Paul, afecta hoje o mundo inteiro. What's next Uncle Sam?"

Entrevista a Manuel Alvarez pela Agência Financeira: "Este é o ano ideal para comprar casa"


«Preços das casas não vão baixar mais»

Para o director-geral da mediadora esta é uma boa altura para comprar casa, porque os preços não vão baixar mais. O mercado ao estar na sua maioria nas mãos de particulares dificulta grandes reduções de preços, já que cada proprietário define o valor, revela em entrevista à Agência Financeira.

Os preços das casas em Espanha e em Inglaterra estão a cair a pique. Poderá acontecer o mesmo em Portugal?

Não, o mercado português é muito calminho em tudo.

Mas porque é que os preços caíram em Espanha e em Inglaterra?

Porque o peso da construção nova sobre o total de venda de imóveis é grande, provavelmente em Espanha pesa 40%, enquanto em Portugal ronda os 20% ou os 22%. Por outro lado, em Espanha há também grandes construtoras com milhares de imóveis para vender, já em Portugal vendemos cerca de 200 mil apartamentos por ano. Imagine uma construtora destas no mercado espanhol com 15 mil apartamentos para venda, é uma loucura. Isso é o que vende a Remax num ano. Ter 15 mil apartamentos num mercado que vende 1 milhão é bom, mas num mercado que está crise e que só vende 400 mil já é perigoso e há muitas nesta situação.

O que acontece?

Essas construtoras baixam rapidamente o preço e isso reflecte-se logo no mercado. Em Portugal, 80% do mercado está nas mãos dos proprietários e cada um decide o seu preço.

Os preços não vão baixar mais?

É difícil. Este ano é a altura ideal para comprar, investir ou para quem quer mudar para uma casa melhor.Quando o mercado voltar a recuperar é dinheiro ganho... Sim. Mas não é aconselhável comprar para vender daqui a dois anos.

E há dinheiro para investir?

Sim. Há pessoas que, até aqui, investiam na bolsa e agora como não sabem onde aplicar o dinheiro, porque o risco é maior e está mais exposta, podem aplicar esse valor no imobiliário. O imobiliário é uma boa aposta para investimento.O que é certo é que estamos a atravessar uma grave crise financeira e o imobiliário também sai afectado... Os bancos têm falta de liquidez, ou vão buscar dinheiro caro ou não o encontram e 80% dos negócios realizados neste sector dependem de empréstimo bancário. No Brasil, por exemplo, nunca existiu credito à habitação e vendem-se muitas casas. Também em Portugal, há cerca de 13 ou 14 anos, os bancos nunca emprestavam 100% do dinheiro, as taxas eram bem altas e vendiam-se casas.

O arrendamento vai então continuar a ganha terreno?

Sim e já há investidores que compram imóveis só para arrendar. Seguir exemplo espanhol

O Governo lançou programas de apoio ao arrendamento jovem. Seria desejável o alargamento destas medidas a outros segumentos?
É positivo mas também seria interessante alargar mais estes programas. Em Espanha, existe determinado tipo de apoios para determinado nível de rendimento.

Seria um exemplo a seguir?

Sim, mas o Estado espanhol tem mais verbas.

E em relação às vendas?

As vendas deverão cair 10 a 12% este ano, devido ao abrandamento da procura.
Remax que têm aconselhamento financeiro vendem mais casas. O abrandamento no mercado imobiliário vai comprometer as metas de crescimento previstas para este ano. Em vez dos 25% a Remax acredita que irá crescer entre os 7 e 8%. Para o ano, o director-geral da empresa, Manuel Alvarez, em entrevista à Agência Financeira diz que as metas para 2009 serão mais cautelosas e deverão rondar os 10%.

No início do ano previa um crescimento de 25% para 2008. Vai ser possível alcançar este número?

Não. O mês de Maio e Junho foram maus ao nível de movimento de compradores. O aumento dos combustíveis teve efeitos terríveis em termos de procura, pior do que o anúncio de falência de bancos nos EUA. A partir de Julho começamos a sentir uma recuperação. Apesar desta quebra, acredito que iremos ganhar quota de mercado. Há imobiliárias que não se vão aguentar, não só devido à crise mas também porque o mercado mudou. Há que trabalhar os arrendamentos e saber trabalhá-los. As mediadoras com menos recursos estão a fechar as portas. Por outro lado, o particular não consegue vender e acaba por ter de recorrer a mediadoras, daí prevermos o aumento de quota de mercado.

Quantas imobiliárias irão fechar?

Não tenho nenhum número mas de certeza que iremos assistir ao encerramento de imobiliárias, tanto de redes como de particulares.

Também dentro da rede Remax?
Da Remax e de outras redes.

Quais são as perspectivas para 2009?

Primeiro tenho de acabar o ano para saber o que espero para 2009. Provavelmente vamos definir uma meta de crescimento mais moderada na casa dos 10%. Espero este ano acabar com um crescimento na ordem dos 7 a 8%.

Quantas agências vão abrir até ao final do ano?

Não deveremos abrir nenhuma, vamos assinar contratos para abrir no próximo ano. Espero assinar uns 15 contratos até ao final do ano e outros 25 no próximo ano.
Construtores deveriam poder deduzir IVAEstamos em vésperas de mais um Orçamento de Estado, o que poderia ser feito para estimular o sector? Seria desejável que o IVA pago pelas construtoras pudesse ser deduzido. Isso faria com que os preços das casas baixassem.
Acha que o Governo está sensível?

Penso que não.

Uma das guerras do Instituto da Construção e do Imobiliário (InCi) tem sido a falta de transparência do mercado de mediação.
Sente melhorias?

Quando a nova lei de mediação chegou já o mercado estava a abrandar. Não foi a lei que «limpou» o mercado, foi o próprio mercado.
Uma das apostas da Remax foi o serviço de aconselhamento financeiro.

Que análise faz?
Estamos muito satisfeitos. Para vender casas tem de se saber lidar com os bancos, o que é um grande desafio. Ter um consultor financeiro representa um «know how» diferente. As Remax que têm este aconselhamento financeiro estão a vender mais casas.O ideal seria ter esse serviço em todas... Cerca de 30 franchisados vão agora aposta nesta área financeira. A primeira coisa que fazemos quando um cliente diz que quer comprar um imóvel é fazer a caracterização desse cliente, inserindo dados no simulador, como o tipo de casa que quer, o ordenado, etc. Para esses critérios ficamos logo a saber até que valor podemos mostrar. Não vale a pena ir acima dessa valor porque o banco não empresta. Nem todas as mediadoras têm conseguido adaptar-se a esta realidade, por isso continuam a correr, a mostrar casas de sonho a clientes que nunca vão conseguir comprar. O simulador começou a ser aplicado em Janeiro quando o mercado estava a mudar.

Concorrentes podiam ter copiado saldos
A Remax foi pioneira foi pioneira no lançamento de saldos, é um exemplo que pode ser seguido?

Já vamos na segunda edição e no ano passado ninguém fez. Nem todos têm capacidade de criar dinâmicas comerciais, de motivar equipas, etc. Fomos muito criticados, pelos concorrentes como pela própria associação (Apemip), mas no fundo todos poderiam ter copiado.

Não o fizeram porquê?

Porque exige trabalho e esforço.
Bancos não concedem crédito a famílias com menos de 1.200 ou 1.300 euros mensais A corrida dos portugueses ao mercado de arrendamento vai levar os preços a subirem, não adiantando, no entanto, valores. Esta é a opinião do director da Remax, Manuel Alvarez, que garantiu à Agência Financeira que entre Janeiro e Agosto o arrendamento cresceu 42%, totalizando 2.454 transacções, enquanto as vendas só aumentaram 2,4%, equivalente a 11.632 transacções.Uma novidade para a empresa e para o mercado. A explicação é simples: os bancos apertaram na concessão de crédito e as famílias tiveram de recorrer ao arrendamento.«Os bancos não emprestam e, por outro lado, há famílias que já não querem pedir dinheiro ao banco para evitar complicações», refere o responsável.De acordo com Manuel Alvarez, «uma família que não apresente tem um rendimento médio de 1.200 ou 1.300 euros mensais muito dificilmente consegue obter um crédito por parte das instituições financeira».Procurar um arrendamento mais barato pode ser a solução, segundo o mesmo, para os inquilinos que não conseguem suportar a renda. «A compra implica uma responsabilidade que dura anos e anos. Se o arrendamento correr mal fala-se com o proprietário, saí-se desse imóvel e procura-se outro arrendamento mais barato», salienta.Falta de produtoEste disparo na procura origina, segundo o mesmo, falta de produto para arrendamento, logo os preços tendem a aumentar, não querendo, no entanto, adiantar valores.Para fazer face a esta escassez, a Remax propõe aos proprietários arrendar os imóveis, em vez de os vender, nas situações em que os bancos não aceitam o crédito. «Alguns proprietários aceitam e optam por arrendar as casas, outros não», conclui Alvarez.

Mercado de arrendamento

Imaginemos este cenário: Os bancos compram as casas a 15.000 proprietários que deixaram de pagar as prestações a que se obrigaram anos antes. Fazem 15.000 contratos de arrendamento. E os 15.000 novos inquilinos obrigam-se a pagar a renda. Mas parte desses 15.000 inquilinos vão deixar de pagar a renda (é uma espécie de subprime do arrendamento: está na cara que vai acontecer).


Resultado: a lei do arrendamento altera-se para protecção dos proprietários. E o mercado do arrendamento fica a ganhar, pois passará a ser muito mais seguro ser senhorio quando os inquilinos incumpridores não são protegidos.


Ora cá está: boas notícias!

Fundos de Investimento de Habitação - Opinião

Fala-se muito sobre o Fundo de Investimento de Habitação. Se bem entendi a opção do proprietário estará entre (1) pagar ao seu banco capital e juros e (2) vender o imóvel ao Fundo, arrendá-lo (pagando, em média, 80% da prestação anterior) e re-comprá-lo anos mais tarde.

Este valor poderá ser entendido como se se pagasse juros e suspendesse o pagamento de capital. Entendo a estrutura do produto. No fundo é uma espécie de Plano RE/MAX, mas parece-me que com uma desvantagem: no final do período de arrendamento o valor de recompra será definido pelo valor de venda ao fundo a que se soma uma correcção monetária (a inflação).

Estará quem recorre ao Fundo a pagar a correcção monetária duas vezes (nos juros e na inflação)? Esperemos para ver...

Certificados Energéticos II - protocolo RE/MAX


A Remax Portugal celebrou no decurso da passada semana, mais um protocolo para ajudar no desempenho e no serviço a Cliente. Assim sendo e como é do Vosso conhecimento:


· O DL 78/2006, de 4 de Abril veio criar o Sistema de Certificação Energética da Qualidade do Ar Interior (SCE), que assegura a melhoria de desempenho energético e da qualidade do ar interior nos edifícios com vista à obtenção de um certificado energético.

· A Portaria 461/2007, de 5 de Julho, que define a calendarização da aplicação do Sistema de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior (SCE), torna obrigatória esta certificação a todos os edifícios, a partir de 1 de Janeiro de 2009, e no sentido de dar resposta a esta nova legislação celebramos um protocolo com a Home Energy II, SA, empresa do Grupo Martifer que nos vai permitir solicitar o certificado energético, com vantagens para todos os intervenientes das quais destacamos;

a) Condições especiais na aquisição de pré-certificado e certificado (com €10 de desconto relativamente ao preço de tabela);

b) Oferta promocional de lâmpadas eficientes com poupança energética em valor igual ao custo do certificado (considerando uma poupança de €60 por cada lâmpada eficiente) e oferta do relatório de auditoria energética com recomendação da potência eléctrica a contratar;

c) Nível de serviço superior aos restantes clientes, com garantia de visita no prazo máximo de 7 dias úteis e envio do pré-certificado ou certificado até 5 dias úteis após a visita;

d) Apoio à divulgação e destaque do imóvel, em caso de classe energética A ou A+, podendo a Home Energy optar por efectuar esse apoio através da referenciação do imóvel em sites de referência com nível de prioridade superior ou através de classificados em jornais de referência, mediante aprovação e referência à Agência angariadora e ao proprietário;